quinta-feira, 30 de abril de 2015

UMA SOCIEDADE COM SERES CADA VEZ MAIS AUTO-GUIADOS

Numa dessas conversas profundas e informais com meus amigos do parque tenho sempre a oportunidade de ouvir as mais profundas verdades reveladas através da mais bela arte ou da mais racional filosofia ou da mais apaixonante ciência. Verdades que se revelam devido ao ambiente descontraído - sem cultos ou dogmas - e natural - com muita fauna e flora ao redor.

Quando indivíduos em busca de uma Orientação Suprema se reúnem, sem compromissos externos (mas compromissados internamente com algo que desconhecem), tudo segue um ritmo natural, caracterizado pelo seguinte preceito: nada é imposto por fora (subjugação), nem forçado por dentro (troca egoística). E assim tem-se um ambiente de trabalho virtuoso, que está muito à frente dos sistemas que remuneram seres em troca de execução viciante, que aliena além da conta e, para compensar, induz à busca de satisfações imediatas que apenas prendem o Ser (que É mas não sabe que É) a essa execução, num ciclo aparentemente sem fim (finalidade) e esperança (objetivo de ascensão).

Tudo isso relatei para mostrar o ambiente de produção do futuro, caracterizado pela geração de valores internos que fazem uso racional dos fatos e circunstâncias externas e internas. E para introduzir uma frase que foi dita por um senhor de idade, já aposentado, em busca da sabedoria suprema.

"O líder não é aquele que conduz o grupo contra a vontade do mesmo, e sim aquele ente capaz de aglutinar os interesses aparentemente divergentes numa marcha efetivamente convergente, tendo em vista o progresso de todos."


Mahatma Gandhi (1869-1948). "Mahatma"
significa grande alma, em hindú. Este foi o
primeiro místico-político de nossos tempos.
Somente um povo com visão monista poderia
se unir e praticar a desobediência civil
conscientemente. E vencer um império...
Acrescento que esse processo se dá por via da persuasão e visão sintética. Tem-se então a necessidade de possuir uma capacidade de passá-la (visão), na medida dos recipientes (membros), de forma organizada e convincente. E também, quanto mais esclarecido esse líder for, mais preocupação em fazer esse progresso transbordar do grupo para o entorno (ambiente e sociedade).

Um ser que deseje impor algo a um grupo não terá sucesso se não for capaz de: 1) encontrar interesses comuns, e com isso; 2) demonstrar que a coordenação destes pode levar a um ganho coletivo.

A natureza biológica do Ser apenas aceita aquilo que está no seu nível evolutivo ou próximo dele. Ela predomina sobre todas circunstâncias externas. Eis o porquê de tanto seres infra-normais (sensitivos) quanto seres supra-normais (intuitivo-intelectivo-sensitivo) não serem capazes de convencer e liderar seres normais (intelectivo-sensitivo). O primeiro está evolutivamente abaixo do grosso da humanidade, e essa, apesar de suas recaídas e manifestações secretas, - dos instintos mais baixos - não aceita o menos para guiá-la. Por outro lado, o santo, o gênio e o místico, devido à sua composição nervosa-psíquica altamente sensibilizada, capaz de perceber a organicidade do Universo macro e micro, tem dificuldade em estabelecer contato com a humanidade, sendo geralmente vistos como loucos (apesar de mansos) e portanto não-aptos para conduzir povos. E de certa forma é verdade: de nada adianta conduzir seres incapazes de conceber objetivos mais efetivos, realidades mais profundas e horizontes mais vastos. A ruptura é iminente. E por essa mesma razão esses biótipos, que constituem uma antecipação biológica do Ser futuro, optam por trabalhar a seu modo - sem no entanto deixarem de se relacionar com o mundo. O sucesso desse mundo é reservado apenas para o talento intelectual. Algo que, apesar de bom, carece de orientação e em si mesmo - e por si mesmo - pode engessar a evolução.

Estamos diante do drama milenar que assola todo ser consciente - em sua mais profunda essência. Em nosso estágio evolutivo, cada vez mais indivíduos, de forma tão intensa quanta aquela sentida por Hermes Trimegistus, Moisés, Buda, Cristo, Platão, Sócrates, São Francisco, Pascal, Spinoza, Ubaldi, entre outros. E é por isso que sempre sentimos essa necessidade de sermos guiados por seres com essa capacidade de ordenação, que nossos tempos atuais denominam "líderes".

A essência não muda, mas a forma muda constantemente, em busca dessa essência. Tentaremos todos os modos ineficazes e ilusórios de chegar à Realização Verdadeira antes de nos decidirmos pelo caminho ascensional reto, sincero e universalmente filosófico. Isso explica porque os nossos cultos foram mudando de forma à medida que avançamos no campo filosófico, científico, e social.

Na pré-história existiam os sacerdotes (guias do grupo) e guerreiros (protetores e expansores do grupo); depois, passamos para um estágio de sofisticação maior, com estruturas hierárquicas, igrejas e feudos; após isso, nasce o método, a análise, a organização mecânica e a produção. Num primeiro momento o culto que era da Igreja passa a ser do líder político, do Estado, cuja função - em sua essência desenvolvedora dos seres - passa a ser subordinada a interesses privados. Um consórcio entre Estado e Igreja é estabelecido. Após experiências passamos para um momento de "liberdade", caraterizado pelo enfraquecimento de certas estruturas e fortalecimento de outras. Aí temos o líder econômico-mercantil, o líder socializável (mas raramente com sensibilidade social [1]), que não se identifica com estruturas visíveis, mas sim com valores intangíveis. Se identifica mas não é nem vivencia - salvo raríssimos casos. Exerce-se autoridade por meio de mecanismos sutis, criando um ambiente "saudável", apoiando se numa estrutura que foi feita para servir (ou talvez falhar). Servir aos interesses egoísticos, que não percebem relações de longo prazo nem sentem as riquezas da simplicidade e da inatividade externa (que é atividade interna).

LÍDER GUERREIRO -> LÍDER RELIGIOSO -> LÍDER POLÍTICO -> LÍDER ECONÔMICO

Se hoje assumiu-se uma nova terminologia, a filosofia de convencimento foi sempre a mesma em sua essência.

Mas como a matemática e a lógica atestam: ter sido sempre de um jeito não implica que será sempre desse jeito. Ou, em outras palavras: o passado indica o que pode ser no futuro, mas não será o futuro em si - a não ser que queiramos isso...

Símon Bolívar (1783-1830). Libertador das Américas.
Líder que fez uso da força da ação, mas conduzido por
um ideal que se concretizou durante toda sua encarnação.
Não ideal, mas melhor que todos atuais. Na sua forma e,
para o seu plano, o melhor tipo de liderança.
Latinoamericano.
Algumas pessoas já se deram conta de que temos à frente um período que será diferente em sua essência. A capacidade sintética e intuitiva se espalha e é reconhecida como algo além do meramente "pouco sério" ou "utópico" ou "papo fascinante mas irrealizável". Pois sabemos que existem dois tipos de utopia [2]: a construtiva e a corrosiva. O problema é que muitos ainda veem (ou querem ver) a utopia construtiva como corrosiva, e louvam a utopia corrosiva - vista como construtiva. Mundo emborcado.

Parece que experimentamos todas formas de lideranças. E começamos a perceber a unidade de sua essência, e a importância - por pior que seja - de sua implementação ao longo da história dos povos. Após a experimentação de todas antíteses do mundo, resta ao ser percebê-las e sentir uma meta que unifique-as (a Grande Sìntese).

Em outro ensaio examinei como se dá essa tendência, o transformismo (vir-a-ser) da consciência humana, revelando uma quebra de paradigma a cada transição interior efetiva de fase [3]. Pois bem, relendo - e refletindo e sentindo - o texto é possível perceber que existem três bipolaridades convivendo, ora em forma de conflito, ora em forma de harmonia [4].

Quando temos consciência coletiva, predomina o conflito Sentidos X Intelecto.

Esse estágio é aquele do grosso da humanidade presente, que vem desenvolvendo intensamente o intelecto (ainda) nesse século XXI, tendo atingido um clímax explosivo no século XX. Muito desse intelecto é usado - disfarçadamente - para satisfazer os instintos, ora pouco danosos, ora muito danosos. Em nível individual, familiar, regional ou de nação; em nível partidário, de seita ou de orientação econômica.

Quanto tivermos consciência individual, predominará o diálogo de idéias Intelecto <-> Intuição

Nesse estágio existe - e por muito tempo existirá - os sentidos. Porém nosso mundo interior sensório não terá mais o poder de conduzir o ser humano em sua busca por felicidade - uma felicidade cada vez mais vista como consequência de uma auto-realização. Ele ocupará sua devida posição de estabilidade, cumprindo seu papel essencial, docilmente, para que o intelecto entre em regime permanente e as capacidades intuitivas-sintéticas aflorem. Nesse ponto a pessoa inicia um processo de destaque do pensamento coletivo, aprendendo a buscar por si mesma ao passo que suas interações com o mundo se tornam mais seletivas, com menos expectativas do exterior e mais trabalho interior (visto hoje como não-trabalho...).

Quanto tivermos consciência universal, predominará a vivência suprema Intuição < Místicismo

O último estágio visualizado - mas não inteiramente vivenciado - pelo santo da Umbria (P. Ubaldi). Não haverão mais conflitos de idéias internos, e o mundo externo, por mais que agrida o ser desse grau consciencial, nada afetará em seu estado interior e sua tarefa de plenificação. É o ápice evolutivo concebido até hoje [5]. Da mesma forma que para os sentidos, o intelecto ainda desempenhará seu papel, mas este será secundário - tendendo a terciário. Dessa forma sentidos e intelecto estarão estabilizados, enquanto a intuição se desenvolve gradativamente.

Sentidos X Intelecto                                           (1)
Intelecto <-> Intuição                                         (2)
Intuição < Misticismo                                         (3)

Apesar de um encadeamento lógico de quebra de paradigmas, percebe-se que a relação entre as duas grandezas do momento (a atual e o vir-a-ser) tende a se tornar cada vez mais amigável.

Enquanto atualmente existe confronto (X) entre os sentidos e o intelecto - sendo este o modo de relação (ou "socialização") inerente desse binômio; o binômio seguinte apresentará um modo de ascensão mais construtivo e virtuoso, caracterizado pelo estabelecimento de uma comunicação elevada de idéias, reflexões, arte...de modo orientado (<->). Ainda não se percebe claramente o alinhamento em todas esferas da vida, apontando para o seguinte rumo evolutivo

... < sentidos < intelecto < intuição < misticismo < ...

Um rumo que usa o bom do passado e rejeita o que não mais tem utilidade biológica, para se preparar para o devenir (divenire, ou vir-a-ser). Finalmente, após uma longa jornada ascensional, aqueles capazes de terem feito proveito das experiências, insistindo na busca pelo autoconhecimento pleno de si e sua consequente auto-realização, chegarão a ter um binômio não conflitante (X) nem dialogante (<->), mas simplesmente "vivenciante" (<), em que o menos se coloca em seu lugar e serve o mais. Cessam as cisões internas, chega-se à harmonia coletiva total.

Uma sociedade como a (1) precisa de líderes por não ser individualmente liderável. É alo-causada mas não auto-causante.

Indivíduos que vivem o estágio (2) dentro de uma sociedade do tipo (1) não veem sentido em pertencer a um grupo, seja qual for. Não por medo nem por ódio, mas apenas por iluminação interna (libertação). Eles se socializam quando sentem estreita afinidade. E agem conforme o mundo espera até o ponto em que isso não distorça sua natureza divina - já sentida e vivida, que todos possuem. Seu único dilema é conseguir os meios de subsistência - que este mundo ainda priva por egoísmo e cegueira doentia.

Quando o coletivo da humanidade atinge o estágio (2) cessam os males mais cruéis que assolam e assolaram nosso mundo: guerras, fome, falta de abrigo, ganância desmedida (nosso mercado), e males do tipo. As pessoas já sabem se auto-governar, e graças a isso um governo verdadeiramente socialista será possível**. Com isso cessa a necessidade de grande líderes, sejam eles sacerdotes, homens de estado, ou lideranças empresariais. Passamos a ser auto-causantes e não alo-causados. Por isso serão necessárias poucas leis (autoridade).

Uma sociedade na qual cada um se auto-governa não necessita de igrejas ou governos ou empresas.

Ela tem uma fidelidade para com o Infinito, que estimula o amor e trabalho (real);

Ela possui uma organização gerada por coesão, que torna a administração externa mínima;

E ela possui um senso de simplicidade aliado a um ímpeto criador incrível, que torna maléfico a existência de conglomerados econômicos.

Nesse mundo os "males" a serem vencidos são os pequenos vícios e defeitos: a erudição excessiva, as segundas intenções, a alimentação inadequada, os sentimentos e pensamentos ruins, a ligeira valorização dos bens e do corpo, entre outros.

Quando a sociedade atinge o estado supra-orgânico (3), NENHUMA lei é necessária, pois nenhuma punição tem sentido, uma vez que todos males grandes ou médios foram eliminados. Resta o aperfeiçoamento máximo, que levará a uma imortalização da alma ***.

Esse é o mundo silenciosamente construtivo, tranquilamente dinâmico, harmonicamente impulsionado e...

Ansiosamente buscado por cada Ser.

Um mundo sem líderes ou liderados...

Em que a única obediência é por livre convicção.


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Referências

[1] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2014/02/sensibilidade-social-versus.html
[2] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2014/08/dois-tipos-de-utopia.html
[3] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2015/04/evolucao-da-consciencia-coletiva.html
[4] Me refiro ao binômio de cada que co-existe em cada fase:
        A primeira é sensória-intelectiva,
        A segunda é intelectiva-intuitiva,        A terceira é intuitiva-mística. 
[5] Conforme Ubaldi destacou em seu 4o volume Ascese Mística, tudo indica que existem outros níveis       além do grau "místico-unitário". No entanto, considerando a visão de futuro além-do-esperado 
      (inconcebível mesmo para os altamente sensibilizados) conseguida pelo místico da Umbria, não    
      foi possível ir além, restando esse trabalho para futuros biótipos, ultra-sensíveis.

*   Existe uma belíssima música de autoria do italiano Ludovico Einaudi que passa esse sentimento de      transformismo do ser (https://www.youtube.com/watch?v=b8SkX9CSJQo)

** Gosto de lembrar que socialismo não é a antítese do capitalismo, nem que inexiste capital ou 
     comércio ou liberdade em tal regime. Apenas a organização coletiva (o sistema) é conduzida       
     em prol do desenvolvimento social (saúde, educação, segurança, justiça "mais justa", habitação, 
     cultura, etc). O capital serve o social. Porque o social é a esfera mais próxima. Aquela que 
     tangencia o SER. 

     Para esclarecimentos recomendo a leitura do seguinte ensaio:
     http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2015/03/nocao-de-transformismo.html

*** Essa terminologia e idéia é de Huberto Rohden, grande sábio do século XX.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

REDUZIR-SE PARA SE DESCOBRIR

Somente descobrimos quem somos quando ocorre algo inusitado em nossas vidas. No corpo ou nas posses; em algo que afeta os sentimentos ou a mente. Nossa reação define o estado presente de nosso Ser.

Nós fugimos das situações desconfortáveis a todo momento. Não sem razão. Elas são horríveis e poucos frutos nos trazem. Aquilo que nos incomoda e ofende, mas que suportamos, dia após dia, de várias formas, é justamente o que nos fornece os meios mínimos para sobrevivência. Ou seja, fugimos daquilo que podemos e suportamos o que devemos.

Mas talvez esse fugir "do que podemos" seja mais trágico do que suportar "o que devemos". Porque talvez a solução do seu, do meu, do nosso problema esteja justamente nos becos e bocas abandonados e empoeiradas de nosso mundo movimentado por fora - e desconhecido por dentro.

Nosso ego detesta ser ferido. Ele se ofende com tudo. E continua assim, ano após ano. Década após década. Existência após existência...E graças a isso desenvolvemos um dinamismo horizontal impressionante. Mudamos de forma a todo momento. Decidimos que aquele curso não era o que queríamos; aquele trabalho não era para nós; aquele relacionamento era uma ilusão; aquela seita; aquela igreja; aquela forma de conceber o mundo; aquele corpo tão buscado uma hora demandará tanto esforços que viveremos em função dele; aquelas posses, antes tão atrativas e importantes, não nos libertaram de nossa sensação de vazio. E por aí vai. Ad infinitum. Mas em nenhum momento percebemos o jogo de força que nos arrasta e qual é a finalidade da existência. 

A cada fim de ciclo nos vem a impressão de ter dado uma volta completa sem sentido. Partimos de um ponto, voltamos a ele. No entanto alguma coisa mudou - dentro de nós! Nas abissais profundezas do nosso SER. Não o corpo físico, nem a mente, nem as posses ou os títulos. Algo mudou profundamente. Algo difícil de ser assimilado, mas tanto mais evidente quanto mais energia, emoções e conhecimentos empreendemos na empreitada "fracassada". Um desperdício relativo à nossa concepção de mundo. Um passo rumo ao auto-descobrimento sob a ótica do Absoluto.

Só saberemos o que é algo quando vivenciarmos aquilo. 

Podemos estudar algo, ler sobre um evento, uma descrição de algo ou alguém ou um fenômeno, uma bula, uma descrição de experimento, uma partitura. Mas só saberemos realmente quando vivenciarmos a teoria. Digo mais: não apenas isso, mas sermos passíveis de sensibilização através do fenômeno. Porque de nada adianta se banhar de Realidade e não ter a sensibilidade necessária para percebê-la. 


Adão (Adi-Aham) tocando o Grande Anônimo (Deus).
Mil nomes para Aquele sem nome. 
Eu sou preso a muitas coisas. Me sinto liberto de algumas muito importantes, que prendem muitos, mas percebo que existem vários detalhes que me prendem a este mundo. E isso é um alívio e estímulo simultâneo. Alívio por finalmente ser capaz de ter uma justificativa forte para todos os problemas e empecilhos que apareceram ,aparecem e aparecerão em minha vida. Estímulo porque me foi revelada a grande síntese, - uma visão geral - juntamente com todo o mecanismo de funcionamento da Lei que rege o universo externo (cosmo) e interno (homem). Poesia cósmica, filosofia universal, ciência permeada de sentido. Tudo encaixado e encaixável num diagrama formidável, concebido por seres iluminados.

Quando o ego chega próximo ao zero o nosso SER espiritual indivisível tem a chance de iniciar um processo de expansão. Ele está no zênite em termos de oportunidade. A oportunidade Real. O "único" pré-requisito: se conscientizar profundamente da nossa potência interior. É só isso e tudo isso. Porque parece simples - e é. Mas chegar a esse estado de consciência dilatada, de aguda sensibilidade psíquico-nervosa, demanda um mergulho para dentro de si. Um mergulho cuja profundidade é abissal e apavora. Não estamos pontos para nos afogar na Essência universal da Vida, julgando isso um suicídio. No entanto podemos nos preparar.

Já escrevi sobre o sentido dos relacionamentos [1]. E acrescento que não existe - nem jamais existirá - uma fusão completa de almas. O que podemos observar (ou vivenciar) é uma identificação de fascinação. Ambos estão orientados para uma meta infinita e compreendem a realidade finita. E percebendo o transformismo, se tornam serenos e compreendem um ao outro, demonstrando paciência e sacrificando coisas do ego. Se desprendem do peso para ascender, juntos. Dois seres olhando para o mesmo sentido, próximos e conscientes.

Redução perante o mundo não é queda, apesar de ser desagradável. Precisamos do mínimo mas não precisamos* o quanto ele realmente deve ser. E graças a essa falta de auto-conhecimento, gastamos muito tempo, muita energia e muitas emoções e mentalizações em externalidades que nos aprisionam. E de brinde acabamos dificultando a vida de pessoas à nossa volta. Direta ou indiretamente. Demoramos muito tempo para admitir essa caça incessante de ilusões - se é que admitimos. Esse comportamento é a real causa das misérias do mundo. E só pode ser superada com um mergulho interior, e posteriores diálogos profundos. Por vezes enérgicos, mas bem orientados.

Muda-se a mentalidade, liberta-se dos vícios, eliminam-se os defeitos aos poucos.
Por ciclos e tentativas.

Quando o interior, após árduo trabalho estiver maduro, pode-se iniciar um ensaio no mundo. Isso não deve ser na forma social, mas preferencialmente por meios indiretos. Passar idéias por teorias, melodias e poesias. Conversas reservadas, com pessoas que demonstram bondade e estão prontas para alçar voos mais altos. As maiores verdades são paradoxais. Porque estão além da lógica do intelecto. Elas são supra-lógicas, e por isso mesmo consideradas ilógicas pela forma mental predominante. Basta ler as Parábolas de Jesus, o Cristo. Incompreensíveis sob uma ótica intelectual-analítica; fascinantes quando sentidas pela intuição espiritual.

Para superarmos nós mesmos devemos permitir que a luz cósmica nos rasgue. Assim, diante dela, até os mais arrogantes e orgulhosos e egoístas se tornarão impressionantemente humildes e desinteressados do mundo.

Poeticamente belos e filosoficamente sinceros. 


[1] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2014/09/fenomenologia-dos-relacionamentos.html
* precisar no sentido de tornar certo ou rigoroso




terça-feira, 21 de abril de 2015

NA SENDA DO MISTICISMO

Os últimos meses têm sido de profunda introspecção. Parece que quando o "mal" ou uma "tragédia" lhe ocorrem, abrem-se janelas para uma verdadeira iluminação - ou conscientização. O que se "perdeu" não é perda em sua essência. O "mal" que lhe ocorreu é baseado num consenso social-midiático estabelecido, e sua "solução" é nada mais do que arranjar (de qualquer jeito, sob risco de ser criticado, estigmatizado, caluniado) uma forma de voltar a um círculo viciante e saturado. Pseudo-solução para um pseudo-mal, gerando uma pseudo-felicidade.

No ano passado minha sensibilidade psíquica-nervosa encontrou uma justificativa que a tornou motivo de alívio e - posteriormente - auto-conhecimento. Este poderá, - se minhas auto-críticas e olhar para dentro se mantiverem firmes, cada vez mais intensos e rompendo barreiras - iniciar um processo de auto-realização.

"Problema" -> Alívio -> Auto-conhecimento -> Auto-realização                                           (1)

O que era visto como anormal passa a ser passível de uma segunda filtragem: infra-normal ou supra-normal. Enquanto o primeiro tipo de classificação é obtida pelo mundo (coletividade, dispersiva), que opera na dualidade certo-errado; o segundo só pode ser descoberto individualmente, pelo seu Ser (alma indivisível), que pode atingir o zênite da intuição, percebendo o transformismo que o leva a senti-lo e operar de acordo com ele. Porque verdades profundas não podem ser ditas, descritas ou sistematizadas em público, mas apenas sentidas.

A cadeia em (1) pode ocorrer mais de uma vez, dependendo do grau de auto-realização. Apesar de que esta e o auto-conhecimento em si sejam algo da essência. Ao mesmo tempo, podemos ter uma melhora efetiva em nossa vida - pelo nosso Ser - sem termos atingido o zênite da integração com o Universo, mas estarmos a caminho disso. Eis o porquê de eu dizer que pode existir mais de um "ciclo ascensional" deste tipo.

Figura 1.
A Figura 1 revela o tipo de análise feita pelo binômio ciência-sociedade e a intuição a ser sentida pelo binômio intuição-individualidade. A primeira é do mundo (externa), ao passo que a segunda é do Ser (interior).

Posso adicionar uma lógica de realimentação no diagrama: para o normal, provado e aprovado pelo mundo (emprego, salário, relações, sociedade, instituições,...), tudo estará bem enquanto for aprovado, re-alimentando as características de seu ego físico-mental. Este cresce até certo ponto e depois estagna na sua normalidade, cada vez mais banal e incapaz de solucionar os problemas de um mundo que - imperiosamente - deve marchar para frente. Já para o anormal ocorre um fenômeno que: 1.1) pode levá-lo a um desgaste e colapso, por tentar repetidas vezes alterar seu comportamento sem consultar sua intuição gritante mas recorrendo às referências externas ou; 1.2) pode conduzi-lo a - via iterações consigo e com o mundo, se classificar como infra-normal, coincidindo com o diagnóstico semi-consciente do mundo; 2) ou finalmente, para aquele que passou pelo processo anterior, observando a si e ao mundo, desafiando seus conceitos e idéias, colocando-os à prova no mundo, e vendo que não há superações e englobamentos por parte do outro, mas apenas negação ou leve e distante admiração (sentida), uma nova classificação surge (supranormal). Essa é a suprema superação biológica descrita por Ubaldi ao longo de toda sua Obra de 24 volumes.

Podemos trazer à tona essa verdade apenas para pessoas muito próximas e conscientes. Esse é o começo da exteriorização da mais profunda realidade interior. Os núcleos coletivos da vanguarda começam a se formar após longo e intenso período de maturação individual. O pequeno número de seres com coesão revela a profundidade da força que norteia cada um deles. Ou: a visível inter-coesão social aponta para uma evidente coesão interna das partes.

Ler, pensar, refletir e sentir a Realidade da Obra de Pietro Ubaldi significou a maior conquista da minha vida até o momento.

Não apenas o ato mecânico de leitura, fundamental mas insuficiente;
Não apenas a leitura e o pensamento, imprescindíveis mas incompletos;
Não apenas o ler, o pensar e a reflexão, essenciais mas demandantes de mais;
Ler, Pensar, Refletir e Sentir. 

Para iniciarmos a vivência integral.

O Sentimento daquela realidade profunda e vasta, capaz de fechar o circuito de todos questionamentos do concebível e do inconcebível. Capaz de permear todas esferas da vida e todas áreas do saber; em todos momentos e épocas; em todos ambientes e locais; em todas circunstâncias. Permeabilidade sem ofensa. Compreensão sem complicação. Fé, Ciência conduzindo ao Amor - a mais alta razão. Amor... a supra-lógica classificada como ilógica

Isso não te deixará rico nem te dará títulos nem aumentará sua sociabilidade. Mas pode te levar a conseguir algumas coisas do mundo - para se edificar para o que realmente interessa - quanto mais você se desapegar das próprias, percebendo sua importância baixa.

"Buscai primeiro o Reino de Deus, e tudo mais vos será acrescentado."

Encanta, fascina, e eleva.
Mas até hoje não começamos a sentir essa Realidade última.
Muito menos a vivê-la...

Pois com a Obra de Pietro Ubaldi foi (e é, e será) possível sentir essa conexão entre a mais profunda e poética realidade universal e a mais concreta, analítica e prática semi-realidade daqui. Da minha vida, da sua vida, de tudo e todos. Eis o porquê de meu incessante bater na mesma tecla. Chatice teimosa que se torna sinceridade perseverante [1].

O Einstein possuía religiosidade
profunda, apesar de não seguir
igrejas ou partidos ou grupos.
A capacidade de pensarmos constantemente é condição necessária mas não suficiente para atingirmos o cume da intuição espiritual. Isso foi dito - de outra forma - no livro de Rohden que leio agora (Einstein - O Enigma do Universo, Figura 2). Isto é: o processo mental-analítico muitas vezes prepara terreno para a sensibilização do ser. São dores devido a fracassos que levam a uma sensibilização (consciência) cada vez mais apurada da realidade. Mas ela se mantém silenciosa até o momento em que o Ser se mostra infinitamente persistente em sua busca. Um silêncio crescente, servindo de prova, de avaliação, para aquele que ousou persistir nos métodos normais para chegar a um anormal temido e ignorado pelo mundo. Um anormal que pode se revelar infra-normal; mas que, com suficiente fidelidade (fé, sintonização), conduzirá o Ser à descoberta que revolucionará o mundo, sem que o mundo a entenda. E dessa forma a "sistematização do processo evolutivo" [2], sentida por mim após constantes tempestades internas, e vazada para o teclado numa explosão simultânea (2 ou 3 dias para transcrição), pode ser confirmada através da leitura, pensamento, reflexão e sentimento de uma obra de Rohden, que descreve a personalidade humana e intuitiva de Einstein.

Combustível espiritual por inspiração.

E assim o trabalho solitário e prazeroso continua...

Referências
[1] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2014/11/da-chatice-teimosa-sinceridade.html
[2] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2015/03/sistematizacao-do-processo-evolutivo.html


sábado, 18 de abril de 2015

PROXIMIDADES FÍSICAS, ABISMOS AFETIVOS.

[OBS: texto escrito em 2013]

Quando olhamos para o mundo ao nosso redor formamos opiniões e propostas para transformá-lo. Seres humanos são assim. É de sua natureza. E essas opiniões (e propostas) dependem do modo como olhamos para o mundo e – nós mesmos.

O tema sempre vem à tona: Sensibilidade versus Atuação [1]. A percepção dos fenômenos sutis é capaz de gerar uma satisfação interior que desencadeia um fluxo de energia que tende a ser canalizado para atividades e modos de pensar construtivos. E pode-se dizer com segurança que o maior poder de um ser reside em sua capacidade de utilizar essa percepção extra-sensorial. À medida que esse potencial se desenvolve, a pessoa tende a se tornar calma. E igualmente independente das mazelas que afligem a imensa maioria da humanidade. Esse é o lado positivo.

O lado negativo é a enorme resistência da ordem estabelecida de reconhecer esse potencial. Não encontramos ainda em nosso globo uma entidade com poder financeiro que tome medidas efetivas para desenvolver cada ser em sua plenitude – existem algumas que começam a criar condições para que as pessoas se deem conta de seus poderes latentes, mas ainda são raras.

Nada me assusta mais do que observar as pessoas nas ruas, nos escritórios, nas salas de aula, nas reuniões, nos jantares de família, nas festas,...e perceber que a grande maioria das pessoas tem relações de proximidade física (espacialmente) e, no máximo, conversam sobre assuntos que devem (e podem) ser conversados. As Regras do Jogo, se seguidas ao pé da letra, podem com certeza evitar que o Ser garanta seus teres. Desde o corpo, a saúde e a reputação até o emprego, a sociabilidade e as garantias de oportunidades.

E assim passamos anos ao lado de pessoas sem conhecê-las de verdade.
E vice-versa.

E mesmo assim emitimos uma série de julgamentos a respeito delas. E – felizmente – a culpa não é nossa. Ou melhor...ela é sim. Mas não no sentido que a maioria das pessoas imagina. Existe uma culpa que jaz subjacente à todas aparentes causas, e que por isso mesmo é de difícil investigação (pesquisa). Uma tarefa que leva à assimilação (estudo) e posterior confrontação com o já existente. E depois de muitas tempestades espirituais - interiores - brota a compreensão. As portas para a evolução efetiva são abertas.

Incômodo -> Investigação -> Assimilação -> Confrontação -> Compreensão

Quanto mais pessoas passam por esse processo, menos tenso os ambientes se tornam, e mais "milagres" acontecem. Depositamos confiança por auto-conscientização.

Quando aceitamos um sistema, uma forma de pensar e um modo de conduta, e passamos a conduzir nossas vidas em função dele, - na maioria das vezes sem pensar sobre o porquê de tudo isso – o que ocorre é que, quando observamos pessoas que questionam e até combatem (elegantemente e pacificamente) esse sistema, forma de pensar e modo de conduta, – baseados no raciocínio e no sentimento – nos indignamos e declaramos uma guerra contra esses seres “rebeldes” (ou “retardados” ou “utopistas” ou “infantis” ou coisa do tipo ou tudo isso junto).

A grandeza da alma se mede com unidades metafísicas.
As dimensões e o tempo, por maiores que sejam, jamais
poderão abarcar a consciência florescente.
Muito dos males que vem para os cidadãos “do bem” foram causados indiretamente pelos próprios, que parecem ignorar a História. Isso é duro de escutar e dizer. Mas não digo de graça, isto é, por vingança ou ódio ou preconceito. Digo após anos de constatações profundas e investigações interiores, fazendo uso do conhecimento para chegar à essência da Vida. Pura coordenação de saberes com o intuito de me libertar de equações filosófico-teológicas que não fechavam. Basta nos lembrarmos que a abolição da escravidão no Brasil (em em todo mundo, em maior ou menor grau), de certa forma, não chegou ao fim, pois para eliminar por completo os males causados por ela precisaríamos reparar suas causas desde a raiz. Ou seja: criar mecanismos que possibilitem uma disputa em pé de igualdade entre cidadãos de classes sociais, etnias e culturas diferentes. Não me refiro apenas aos métodos artificiais-imediatos, mas numa reflexão interna que nos faça reconhecer o nosso preconceito - manifestado de forma tão sutil a ponto de nos acharmos anjos.

O argumento de que “todo mundo é igual” já pressupõe que as oportunidades e condições sempre foram assim. Pois o que é e apenas é, sempre foi e será, além de ser. Mas sabemos que tudo se transforma. 

O fato de um povo, grupo, cultura, espécie se encontrar intelectual ou espiritualmente acima de outra não justifica o abuso desta por aquela. 

O homem possui intelecto desenvolvido e uma intuição ainda nascente, ao contrário dos animais e vegetais, puramente e perfeitamente sensórios. No entanto isso não torna os mesmos passíveis de abuso. Porque o excesso é tão ruim para aqueles que são privados (explorados) quanto para aqueles que extraem (exploradores) do meio além do seu necessário-essencial

Quando a consciência brota o intelecto se reorienta.

Praticar uma desigualdade por séculos e após isso “equilibrar a balança”, dizendo que agora as oportunidades são iguais, é um atentado contra o bom senso. E moralmente deplorável. Há necessidade sim de criar mecanismos “desiguais” (desiguais localmente, iguais globalmente, na minha opinião) para reparar o mal feito. Ao menos durante determinado tempo, em situações emergenciais. Mas a questão principal é reconhecer a ignorância cometida por povos e culturas ao longo da história. Muitos se esquivam disso porque os indivíduos, - e logo a humanidade - até o presente momento, ainda não aprenderam a conversar sobre assuntos que demandam profundidade de sentimento e vastidão de visão, adotando uma visão estática no tempo e relativista no conceito. 

Eis porque a marcha do progresso é lenta: buscamos (pseudo-)soluções via equações, teorias, metodologias e literatura no campo mental; ou distrações circulares via entretenimento em forma de Arte no campo sentimental; ou satisfação além-da-conta de instintos (sexo compulsório, drogas, "trabalho" excessivo e vazio, álcool, fumo, lutas, violência psicológica, econômica, física) no campo físico-material. 

A solução está em saber quem você é (autoconhecimento) para orientar adequadamente seus saberes e buscar os mais adequados para seu Ser. E com isso fazer uso da Arte como entretenimento - e não do entretenimento como Arte. E naturalmente, se desprender daquilo que aprisiona. Com isso as distrações passam a ser espirais, combinando o prazer de se descobrir com as ascensões.

Crer que nossa existência está totalmente desconexa com o que acontece a 5 mil quilômetros com um povo de etnia e cultura diferente, sem ligação hereditária com nós ou nossa família, é tão irresponsável quanto um policial espancar um indivíduo pobre – tido como "vagabundo"; ou um homem de negócios implementar um plano de corte de custos para a "sobrevivência" (das cifras ilusórias); ou um político se vender para representar interesses que não coincidem com o de seus eleitores.

Mas voltando ao cerne da questão, eu tenho cada vez mais segurança em afirmar que é preciso combater nosso medo de estabelecermos contato com as pessoas que estão ao nosso lado.

Mas – como eu dizia – o problema é o que devemos combater. Não são os outros, e sim o sistema sustentado (inconscientemente) por muitos e muitas. E antes disso, a nossa forma mental. E não vejo outro caminho a não ser a conscientização e a coragem em defender sua postura. Mas ambos devem andar juntos: conscientização e coragem. De modo que à medida que a pessoa perceba como realmente as coisas funcionam e são, maior sua determinação em buscar meios (estudo, vivência, conversa, habilidades, trabalho) para transformar sua realidade, se libertando das correntes da escravidão para começar o trabalho de ascensão.

Por mais que avancemos nos inventos e teorias, o Universo sempre nos englobará pela matéria.
Se nos conscientizarmos de nossa razão-de-ser, teremos o Universo à nosso favor, na palma da mão.


Referências 
[1] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2013/10/sensibilidade-versus-atuacao.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A ASCESE MÍSTICA TRADUZIDA EM ENTRETENIMENTO (show!)

Conforme prometido, uma interpretação cósmica de Frozen.

A descida dos ideais em forma de entretenimento. Isso
sim é bom: casar o ideal (vir-a-ser) com o atual (real transitório). 


LET IT GO
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Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn my back and slam the door


Deixe ir, deixe ir
Não posso mais segurar
Deixe ir, deixe ir

Viro as costas e bato a porta

The snow blows white on the mountain tonight
Not a footprint to be seen
A kingdom of isolation and it looks like I'm the queen
The wind is howling
Like the swirling storm inside
Couldn't keep it in
Heaven knows I try

A neve sopra forte na montanha hoje

Nenhuma pegada à vista
Um reino de isolamento e parece que sou a rainha
O vento uiva
Como a espiralante tempestade interior
Não pude mantê-la presa dentro de mim
O Alto sabe que eu tentei

Don't let them in, don't let them see
Be the good girl you always had to be
Conceal, don't feel, don't let them know
Well now they know

Não deixe-os entrar, não deixe-os ver

Seja a boa moça que você sempre foi
Esconda, não sinta, não deixe-os saber
Mas agora eles sabem 

Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn my back and slam the door
And here I stand
And here I'll stay
Let it go, let it go
The cold never bothered me anyway


Deixe ir, deixe ir
Não posso mais segurar
Deixe ir, deixe ir
Viro as costas e bato a porta
A cá estou eu
E cá vou ficar
Deixe ir, deixe ir
O frio nunca me incomodou mesmo

It's funny how some distance
Makes everything seem small
And the fears that once controlled me
Can't get to me at all
Up here in the cold thin air I finally can breathe
I know I left a life behind
But I'm too relieved to grieve

É engraçado como um distanciamento

Faz tudo parecer pequeno
E os medos que um dia me possuíam
Não me atingem mais
Aqui no ar frio e rarefeito eu finalmente posso respirar
Sei que deixei uma vida atrás
Mas estou muito aliviada para lamentar

Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn my back and slam the door
And here I stand
And here I'll stay
Let it go, let it go
The cold never bothered me anyway


Deixe ir, deixe ir
Não posso mais segurar
Deixe ir, deixe ir
Viro as costas e bato a porta
A cá estou eu
E cá vou ficar
Deixe ir, deixe ir
O frio nunca me incomodou mesmo

Standing frozen in the life I've chosen
You won't find me, the past is so behind me
Buried in the snow


Ficando congelada na vida que escolhi
Você não me encontrará, agora o passado está tão na retaguarda
Enterrado na neve
Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn my back and slam the door
And here I stand
And here I'll stay
Let it go, let it go
The cold never bothered me anyway


Deixe ir, deixe ir
Não posso mais segurar
Deixe ir, deixe ir
Viro as costas e bato a porta
A cá estou eu
E cá vou ficar
Deixe ir, deixe ir
O frio nunca me incomodou mesmo

Let it go
And here I'll stay, let it go, let it go
Let it go


Deixe ir
E aqui eu vou ficar, deixe ir, deixe ir
Deixe ir

Link: http://www.vagalume.com.br/demi-lovato/let-it-go.html#ixzz3XOq4pqzd
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Perceba a catarse* mística pelo qual a mocinha passa. Existe algo de muito profundo em cada desenho desse tipo. Mensagens tão belas e sublimes que a mentalidade analítica-sistematizadora é incapaz de captar conscientemente - apenas no subconsciente.

A kingdom of isolation and it looks like I'm the queen
The wind is howling
Like the swirling storm inside
Estou só na minha solidão. Hei de descobrir uma companhia - interior. Uma companhia mais poderosa do que todas as outras que já tive.
O vento (ambiente) uiva (reprova).
Assim como o caos dentro de mim. Tensão nervosa ao máxima. Energia no pico, temor e incerteza, mas um continuar firme e irresistível...Maturação interior...

Couldn´t keep it in
Heaven knows I try
Chegou um ponto em que o fingimento era insuportável.
O Alto sabe que eu tentei...Me esforcei em agradar o mundo, a família, a sociedade, os grupos, os empregadores, meu ego, reprimindo meu Eu espiritual ao máximo...minha essência querendo se manifestar.

Can´t hold it back anymore
Ou seja, não sou mais capaz de sufocar esse meu potencial incrível. Quero senti-lo, quero vivê-lo. Porque ele é muito mais profundo que um ter: ele é parte de mim. É parte da minha essência!

It's funny how some distance makes everything seem small
Ter uma visão global (intuitivo-sintética), de tempo e espaço, englobando todas relatividades numa síntese interior, faz nossas atividades parecerem pequenas; nossos dramas insignificantes; nossos prazeres efêmeros e nosso egoísmo errado. Grande conscientização da mocinha!

I know I left a life behind 
But I´m too relieved to grieve
Tudo que construí ao longo dos anos - todos meus estudos, amigos, títulos e posses, tudo que conheço - foi abandonado. Esse ímpeto interior me trouxe do zênite material ao nadir da existência. Mas tão grande foi a sensação de libertação desse mundo de matéria sufocante que nem me dou ao trabalho de lamentar - será que há o que lamentar? Será...?


Catarse (do grego κάϑαρσιςkátharsis, «purificação», derivado de καϑαίρω «purificar») é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise, que significa "purificação", "evacuação" ou "purgação". Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarse)

**https://www.youtube.com/watch?v=hYg5D1V5Wew  --->  Diversidade revelando Unidade !

A NECESSIDADE DA MISÉRIA PARA NOS SENTIRMOS BEM - MAS NÃO SERMOS BONS

É confortante pensar que abaixo de nós existem milhões ou bilhões de seres humanos em condições piores que a nossa própria. Pessoas privadas da liberdade de expressão, ou de praticar sua crença (ou descrença) religiosa, ou de se alimentar de acordo com suas necessidades, ou de possuir os recursos mínimos para sobreviver - ou viver - entre outros males inumeráveis e indescritíveis.

Gosto sempre de ressaltar que os ditos belos e verdadeiros não são tão belos por serem relativamente verdadeiros - mesmo que esse relativo esteja mais próximo do Absoluto do que os outros. A TV é um exemplo elucidativo.

Pessoas que já tiveram um despertar de consciência dizem não ver TV porque ela mantém a pessoa alienada, anestesiando-a e tornando famílias, grupos e - consequentemente, por difusão inconsciente - sociedades massas amorfas à serviço de máfias que não sentem a necessidade de melhorar (substancialmente) a vida das pessoas. Isso é verdade até certo ponto. Não nego que pessoas com essa visão já transcenderam uma barreira que ainda aprisiona muitos. No entanto, uma pessoa com consciência monista já ultrapassou essa fase de entendimento dualista.

O Ser cósmico, ou pós-místico, percebe que o objeto em si não é o mal, e sim o uso que se faz dele.
O Ser inteligente, ou pré-místico, vê o objeto como mal de per si, atacando uma entidade neutra por natureza.

É difícil mas possível assistir TV sem ser refém de sua programação - em sua maioria "divertida" e sem finalidade. Para isso é necessário ter passado por uma transformação profunda que se traduz em: 1) "ganhar" uma natureza de querer o que sabemos que devemos; 2) sabermos diferenciar a pouca substância libertadora das numerosas formas escravizantes. Esta é quantidade, aquela é qualidade.

A qualidade deve orientar as quantidades.
Nem ignora-lá, nem fugir dela.

Eu assisto televisão à noite - algumas sim, outras não. No entanto, faço-o não para preencher o vazio do silêncio (que adoro!). Silêncio necessário para desenvolver - da melhor forma possível - minhas idéias, meus textos; para estudar, para pesquisar; para namorar, para socializar (de verdade!). Faço-o para adquirir algo a mais, em forma de Arte (Cinema internacional ou clássico, assistir orquestras) de Filosofia (Café Filosófico, Invenção do Contemporâneo, Roda Viva...os mais antigos) ou de Ciência (documentários históricos, biografias de grandes cientistas, Roda Viva tambémetc). Qualquer assunto de qualquer vertente do saber que ajude a me aproximar da Verdade Universal do Todo, que permeia tudo e todos. Prefiro saber sobre notícias através de artigos de revistas e jornais cujos colunistas transparecem uma mentalidade aberta e que não entre em contradições.

Chomsky busca, explica, convence e encanta. Orientação
das pesquisas. Unificação de conceitos. Paciência da
jornada.
Na mídia em geral, os acontecimentos políticos, econômicos e cotidianos são abordados de uma forma puramente mercantilista - em sua esmagadora maioria. Isto é, notícias felizes e (em grande parte) trágicas são apresentadas porque dão dinheiro e/ou ibope. E se os chefes e diretores dos meios de comunicação conhecerem meios concretizáveis de ganharem mais poder e recursos sem transparecer essa intenção fá-lo-ão sem remorso. Quem vai contra essa corrente, buscando a Verdade - que é imparcial e universal - deve se preparar para uma árdua e dolorosa jornada.

É lamentável perceber como existem programas de televisão e noticiários em que o foco é a "novidade" e o "terrível". No entanto é compreensível considerando o estágio de consciência adormecida (das elites políticas e financeiras) e do intelecto escravizado pela supersaturação instintiva (das massas).

Novidade é descobrir as causas profundas dos males que assolam nossa psique.
Terrível é ganhar dinheiro com o "terrível".

Aqui não se trata de condenar, e sim constatar.

De nada adianta julgar quem ainda não compreende a mais profunda e vasta Realidade, e o papel de cada Ser - infra-humano, humano e supra-humano - no Universo.

Ordenando tudo que foi dito - dito porque sentido e vivido - pode-se esboçar uma grande síntese e elencar conclusões sobre a mesma, traçando desafios para o futuro. Desafios de interesse coletivo...

Primeiro ponto: 
Será que muitos de nós não nos esforçamos para transformar a nós mesmos e - consequentemente - o mundo porque temos preguiça de ascender conceitualmente (espiritualmente), e como efeito, considerando esse engessamento individual, para nos mantermos na zona de conforto, nos unimos a grupos e atacamos aqueles seres que tentam realizar uma auto-superação, porque tornam nossa fraqueza mais visível?

Segundo ponto:
Por que muitos seres com estudo e títulos de dar inveja não aplicam na vida prática aquilo que pesquisam e estudam: fenômenos naturais e acontecimentos coletivos inter-relacionados? Por que muitos extraem do meio e das pessoas (matéria, energia e tempo) para si, e não percebem que nada ganham à longo prazo - inclusive causando mal à sua vida individual a longo prazo?

A vida é um bumerangue...

Tudo que emitimos volta à fonte: nós.
Pode demorar ou vir numa forma diferente. Mas será essencialmente proporcional ao emitido.

Quanto mais profundo é a percepção de um ser, maior é sua consciência.
Quando um sensitivo aprende a lidar com sua percepção aflorada, sua vida começa a se transformar.

Percebam: eu não inventei nada. Nem sequer fui o primeiro a descobrir um fenômeno ainda não sistematizável - e portanto não-científico. Apenas constato verbalmente e tento esboçar relações entre o aqui e agora e o vir-a-ser.

Recentemente a Disney lançou um desenho chamado Frozen (bem bonitinho...). A história é sobre uma princesa que possui poderes que inicialmente (infância) desconhece, e logo se dá conta disso, mas apesar disso não é capaz de controlar essa sua essência "congelante", e por causa disso deve obrigatoriamente manter todo esse poder escondido - não chamar atenção ou ser vista como uma ameaça ao reino. Custe o que custar. Mas um certo dia ela acaba acidentalmente manifestando esse poder num evento, e foge para longe, no alto das montanhas, para viver em paz consigo - mesmo que a sociedade a tema e por isso a rejeite (inicialmente...).

É o início de uma busca de si mesma (autoconhecimento) e da busca pelo mundo daqueles que realmente a estimam (compreensão). E com a autocompreensão própria e aceitação de poucos (que valem muito), ela chega à autorrealização, aceitando seus poderes e sabendo controlá-los.

Autocompreensão -> Aceitação -> Autorrealização

Eis a gloriosa espiral ascensional humana em forma de entretenimento !

E eis o motivo pelo qual eu e muitas pessoas adultas e estudadas realmente se encanta e se diverte com esses desenhos. E claro, as crianças.

A própria letra pode ser "traduzida" como um processo de ascese mística - como todos desenhos realmente belos e empolgantes.

No próximo bloco irei demonstrar como um desenho visto por bilhões é mais útil e belo do que milhares de teorias de produtividade desorientada e elucubrações corporativas ou acadêmicas egoístas.

(continua)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A "EDUCAÇÃO" DE POUCOS FAZ A INSTRUÇÃO DE MUITOS

Por que temos uma sociedade injusta? O diagnóstico converge: caos. Mas as possíveis soluções divergem para múltiplas direções: A, B, C, D,...Porque no diagnóstico apenas os fatos são necessários (e suficientes) para chegar a uma reposta harmônica, enquanto nas soluções entram os valores. Estes dependem da história, do meio, da genética e da alma individual imortalizável do Ser. Quatro elementos influentes, sendo o último o único capaz de orientar sabiamente o sujeito.

A nossa história individual nos dá uma experiência finita,
O meio em que vivemos nos dá uma visão relativa,
Nossa genética nos brinda com características físicas-mentais-sentimentais transitórias,
E nossa alma nos dá a capacidade de intuir a mais profunda Realidade.

As três primeiras são do ego sensório-intelectivo.
A última é do Ser intuitivo-espiritual.

Um ser que vive num ambiente favorável e rico de oportunidades, goza de boa saúde física e mental, vem de uma família abastada, cuja polpuda herança passou de geração a geração, pode facilmente - sem dificuldades - adquirir erudição e conhecimento. E com isso ter um emprego bem remunerado e menos desgastante do que a maioria da população. [caso A]

Por outro lado, um ser nascido num lugar pobre e violento, sem oportunidades, com constituição genética que lhe desfavorece neste mundo (etnia, estatura, etc), pode, com grande dificuldade, atingir um patamar de vida decente. Mas em muitos casos terá uma vida sofrida, com pouca oportunidade de estudos, uma formação fraca que lhe impede ascender na vida e ter o mínimo conforto material necessário. [caso B]

É claro que existem exceções.

Enquanto o primeiro caso possui exemplares que tinham tudo para dar certo e ainda assim fracassaram profissionalmente ou socialmente ou afetivamente ou financeiramente ou uma combinação destes; o segundo possui histórias de superação, com pessoas que atingiram o topo a partir do nada e cheios de obstáculos.

Mas eu gostaria de ressaltar alguns pontos mais profundos...

Primeiro: o fato de uma pessoa com todo suporte afetivo-financeiro [caso A] simplesmente ter "sucesso" não implica no Sucesso Real dessa pessoa. O que ela faz simplesmente é, "vencendo", perpetuar um modelo que privilegia poucos em detrimento de muitos, e se ilude acreditando que "conseguiu" algo - como se comprar imóveis e carros e propriedades, casar, criar filhos, "trabalhar" 8, 10, 12 horas diárias em algo que faz a roda girar [1], aposentar e gozar o resto dos dias acrescentasse algo ao seu Ser Divino. A constatação desse fato chega ao final da vida ou quando se sofre uma grande desilusão...

Segundo: um ser de etnia desfavorecida (neste mundo), com nenhuma ou poucas condições afetivas e financeiras [caso B] que é capaz de superar todos obstáculos colocados por um sistema suicida e se tornar um "vencedor" como aqueles do outro lado do muro, deve ser visto como exceção e não como regra. Porque não se pode cobrar de todos desfavorecidos o mesmo destino. Porque o destino de cada ser é único e diz pouco sobre o sistema em que ele vive. E também revela as armadilhas deste (sistema) e as profundidades da alma.

Quem ascende do vale material ao pico material não se esforçou mais necessariamente...
Provavelmente estudou e trabalhou tanto quanto muitos outros de seu meio que "fracassaram", mas estudou a "coisa certa" e optou pela "carreira certa", aumentando suas chances de estar no "lugar certo e hora certa".

Quando digo "coisa certa" e "carreira certa" me refiro às necessidades do mercado, que paga o que lhe convém, e humilha - elegantemente e subterraneamente - o que lhe atrapalha: a busca pela Verdade.

Pode ter certeza: muitas pessoas são muito criativas e esforçadas, mas permanecem pobres. Possivelmente porque seus interesses sejam mais humanos do que financeiros; mais de longo prazo do que imediatos; mais fascinantemente elevadores do que delirantemente barulhentos.

Educação é um conceito vasto que envolve
sociedade, família e escola. O Ser deve
ter a possibilidade de desenvolver suas
potencialidades latentes ao máximo. Um Ser
plenificado ajuda outros Seres semi-plenificados.
E o mercado é (deve ser) uma mera ferramenta...
A Educação de hoje é, em grande parte, guiada por interesses econômicos. E cada vez mais. Trata-se de um autoritarismo intrínseco ao sistema educacional, que restringe cada vez mais possibilidades de manifestação de um livre pensar. Um totalitarismo que começa com um ensino de memorização compulsória que leva a uma mecanização desorientada. Seres que descobrem fatos sem realizar seus valores. 

Einstein dizia que do mundo dos fatos externos não se chega aos valores interiores. E é verdade. Esse gênio intuitivo era mais imaginação do que análise. Submetia todo seu intelecto à sua imaginação. Gostava de andar sozinho e refletir profundamente. Mais famoso por seu divagar poderoso do que seu sistematizar mecânico. Ele sabia - e sabe - da Realidade do Todo.

Quanto maior o poder, maior a responsabilidade.
Aqueles que muito podem neste mundo e pouco ou nada fazem criam dívida enorme na alma...

É uma perda coletiva ter uma pessoa com espírito evolvido e capaz ser privada de ter uma educação formal por falta de recursos financeiros. 

É uma perda de oportunidade termos muitos banhados de educação e títulos com um espírito adormecido, que nada mais fazem do que "cumprir o dever" - dever do mundo, não do Alto...

Grandes são aqueles que, tendo tudo recebido do mundo e uma "vitória" previsível e garantida, decidem abdicar de todos confortos e prazeres, títulos e posses, e mergulharem no mundo miserável para servir aqueles que podem ter dentre seus próprios exemplares seres semelhantes.

O espírito evoluído do alto da pirâmide social, se manifestando,
Mergulha na base da pirâmide, transbordando oportunidades.
E com isso o espíritos evoluídos de baixo da pirâmide, potentes mas não manifestados,
Brotam e crescem e encarnam sua bondade no corpo que o mundo vê e sente e reconhece.

E assim, cutucando o mundo engessado e egoísta, ajudam o próprio a gritar e se revoltar e sofrer e se elevar. Aos poucos.

Albert Schweitzer [2]: tinha tudo para
"dar certo" e preferiu ser feliz servindo.
Autorrealização.
Uma pseudo-Educação é "Educação" incompleta, relativa, desmoronável.

Grande parte dos "Educados" de topo se "educam" a si mesmos e instruem os de baixo. E nisso todos perdem: uns se acham superiores, outros se creem inferiores.

Poucos são aqueles de cima que realmente se Educam.
Poucos são aqueles de baixo que realmente se Educam.

Espíritos evolvidos se encontram espalhados em todos estratos sociais, em todas religiões, em todos países, em todos os sexos, em todas as idades...

Mas poucos tem a oportunidade de adquirirem o conhecimento do mundo para estabelecerem a ponte entre intuição-espiritual e análise-mental. 

Quem tudo recebeu do mundo e nada retribuiu ao mundo é um egoísta inconsciente.
Quem tudo recebeu do mundo e tudo retribuiu ao mundo é um altruísta.
Quem nada recebeu do mundo e nada retribuiu ao mundo é um egoísta consciente.
Quem nada recebeu do mundo e tudo deu ao mundo é um sábio.

A Educação é para todos.
A Oportunidade é para todos.
O Ganho é de todos.
Até dos ignorantes "educados" e "não-educados" que não creem nisso...

Conhecereis a Verdade - e a Verdade vos libertará.


[1] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2015/03/outras-rodas-devem-girar.html
[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Schweitzer
[3] https://www.youtube.com/watch?v=KnaDgeVPHxE  - filme recomendado

domingo, 12 de abril de 2015

A BUSCA PELA VERDADE

Quem busca a Verdade submete sua forma (corpo, bens, intelecto e sentimentos) aos anseios da sua essência (espírito imortalizável, consciente). Usa aquela como meio de plenificar esta, um fim. Mas para tal milagre ocorrer deve-se ter percebido intuitivamente a mais profunda Realidade. Aquela que abarca a nossa pequena e relativa realidade, e vai além, revelando mundos inassimiláveis intelectualmente - mas sentidos intuitivamente.

Quando o nosso sentir intuitivo se transforma em compreensão profunda realizamos o processo de autoconhecimento. E com isso, chegamos ao topo do Himalaia, e podemos descer ao mundo das planícies e dos vales, dos mares e dos desertos, dos gelos e dos calores, realizando assim a autorrealização, e assim nos tornando seres integrais.

Dar-se conta da sua ignorância (quase) infinita é o primeiro passo para a a sapiência.

É muito difícil aceitar, eu bem sei - porque sinto. Mas, meu amigo, minha amiga, posso lhes garantir que é o único caminho para ser rico em termos Absolutos. Isto é, menos dependente de todas externalidades, sejam elas bens, títulos, boa forma, "amigos", reputação social, acadêmica, etc, por ser consciente de sua potência interior.

Não forço ninguém nem imponho idéia ou crença. Apenas constato o que venho sentindo e refletindo ao longo de um período de vivência e maturação nas esferas social, afetiva, financeira, familiar, educacional, física e cultural. Aconselho a continuar o seu caminho particular, porque ele é o melhor para você. Ele é natural do ponto de vista de seu meio, de sua história, de suas características orgânicas (genéticas) e de seu indivíduo indivisível espiritual. Nem peço que leve consigo esses escritos nem todo conteúdo deste blog. Apenas deixo impresso, em palavras - ora com beleza poética, ora com razão filosófica - algo que possa ajudar a tornar sua jornada particular menos dolorosa. Aceite-a ou não.

Não...não quero fazer ninguém seguir uma seita ou igreja.
Nem se prender ao poder econômico (além do necessário)
ou político. Só desejo passar minha pequena vivência...
A grande questão - que eu inclusive não suporto plenamente - é aceitar a inexorável força das leis cósmicas, sempre martelando, sempre incomodando, que nos conduzem à dor. Sofrimentos aparentemente sem finalidade. Eventos que são incapazes de serem previstos (e evitados) por qualquer planejamento intelectual-analítico. Talvez porque, se o intelecto tivesse tal poder (que não possui...), "resolveríamos" nossos problemas de forma mortalmente ilusória, atrasando um progresso cada vez mais necessário e nos levando a um abismo...uma morte Absoluta. Isso assusta...Eis que a arquitetura do Universo, com suas leis físicas (conhecidas quase por completo) e metafísicas (desconhecidas e levemente tangenciadas por alguns), demonstra sapiência Infinita. Cabe a nós descobrirmos a Lei para agirmos de forma sábia e chegarmos à felicidade - plena.

Eu sempre ouvia pessoas dizerem "é melhor ser bom do que ser inteligente". E aceitava. No entanto, via pessoas de "sucesso" e "felizes" demonstrarem grande inteligência, realizando malabarismos intelectuais na forma verbal, nos estudos, nos negócios. Mas seu "sucesso" e sua "felicidade" inexistiam nos momentos em que se defrontavam com as grandes questões da vida. Ainda assim era melhor do que ser bom e "fracassar".

O tempo passou e algumas coisas começaram a se clarear. E me perguntei: "E se ser bom não é uma supra-inteligência?". Algo tão sábio, tão profundo, tão belo, que nossa mentalidade atual, presa em provas e demonstrações, não consiga identificar e traduzir para a humanidade - estudada ou não.

É melhor ser bom do que ser inteligente.

Parece lamentação de quem não atingiu o ápice acadêmico ou corporativo, com suas respectivas honrarias e reconhecimentos e prazeres relativos e transitórios. Parece mesmo um discurso forjado à base de inveja, para derrubar quem venceu porque o discursador não venceu...

Eu pensei muito nisso. Antes de começar essa aventura em forma de blog, em 2013, milhares de sentimentos e pensamentos e intuições sondaram minha mente. Questionei a mim mesmo. Me feri no campo mental, no campo sentimental e no campo material. Inconscientemente orientado por uma força imponderável. Tive no que fazia. Gostava, mas achava que seria uma moda temporária. Que não era importante. E nunca previ nada, nem planejei sobre o que falaria nem como. Mas o tempo passou e tudo continuou, cada vez mais elaborado, cada vez mais claro. E hoje este espaço virtual, candidato a nati-morto pelo próprio autor nos primeiros meses, é prova concreta de que existe algo muito poderoso que inspira seu Ser. Por isso não considero os textos meus propriamente.

Prefiro a propagação livre e espontânea do ideal íntimo e universal do que seu aprisionamento, com a glorificação da ferramenta que serviu de canal ao mesmo.

Ídolos ou Ideal?   [1]
Eis a questão...
Quem defende o poder desorientado se mantendo "neutro" é
egoísta. Não peço para se jogar em abismos, mas para
agir com mais consciência. Pois (quase) todo mal que
recebemos é um bumerangue que lançamos
inconscientemente...
E finalmente chegou o momento - não planejado, nem desejado, muito menos esperado... - em que me senti capaz de passar para este espaço uma sistematização do que busco filosoficamente e falo poeticamente, que é a Sistematização do Processo Evolutivo [2]. Pus um pé no intelectual-analítico da ciência para satisfazer as mentes aprisionadas pela mesma. A síntese teológica-filosófica encarnada na análise científica.

O intuito é falar para todos, respeitando a vida e liberdade de cada ser.

Essa é, a meu sincero e profundo ver, a busca pela Verdade - que um dia libertará.
Buscar o Conhecimento pelo Amor à Sabedoria.

Krishna, Lao-Tsé, Sócrates, Platão, Moisés, Cristo, Pascal, Rohden, Ubaldi, Einstein, Francisco de Assis, Kardec, Gandhi,...

Esses sim, milênios à frente, com muitas dores pela frente [3].

Sem Dor não há Salvação...

Nada de doutrinação, nada de imposição. Apenas constatação...

Os Grandes afirmam as verdades relativas do mundo mas demonstram (e vivem!) uma maior...muito mais próxima da Absoluta.


Referências
[1] Título de livro atribuído a Huberto Rohden.
[2] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2015/03/sistematizacao-do-processo-evolutivo.html
[3] http://leonardoleiteoliva.blogspot.com.br/2014/11/mil-anos-frente-mil-dores-pela-frente.html

sábado, 11 de abril de 2015

O GRITO DE UMA VIDA, O GRITO DE TODAS VIDAS - CONSCIENTES.

A escravidão, que o mundo estava abolindo até os anos 50, 60 e 70 do século XX, está voltando à todo vapor, englobando brancos, negros, índios, homens, mulheres, crianças,...Uma escravidão que engloba todas esferas da vida e anestesia os escravos com corpos, matéria, posses e (até mesmo) títulos.

Uma escravidão que nos prende pelos dois lados: a produção desorientada e o consumo desnecessário.
Cada vez mais desorientada, cada vez mais desnecessário...

Os ricos são pobres em suas prisões mentais,
Os pobres sofrem fisicamente com essas prisões, e muitos se prendem a essa mesma prisão, sustentando um sistema falido.

Nos tornamos escravos de um ídolo chamado Lucro. Enquanto isso os Ideais encarnam em poucos seres que, para os difundirem, precisam chorar e sangrar e sofrer, recebendo golpes intermitentes.

Perdemos a Fé porque sua primeira aparição foi mal conduzida pela Igreja.
A Ciência nos revelou progresso, que é bom. 

Mas progresso sem orientação pode nos levar para uma nova idade das trevas.
O mundo melhora no geral, mas há recaídas periódicas...
Temos potencial (consciência individual) para evitá-la...

Resta o Monismo: um conceito Vasto e Profundo que trará Luz a quem anseia por um mundo melhor.
As "ameaças" nos tornaram reféns de nosso intelecto, e assim permitimos que os instintos mais baixos tomem controle do mundo. Um mundo capitaneado por máfias com todo poder porque não abrimos o olho para a Verdade.

Nos tornamos insensíveis ao que importa e por isso nosso íntimo afoga...

A Matéria é importante e existe ! (mesmo que os ascetas a neguem)
O Espírito é importante e existe ! (mesmo que os profanos o neguem)

Mas é o Espírito que deve conduzir a Matéria.
E não a Matéria conduzir o Espírito...

A Razão espiritual conduzir o Intelecto luciférico.
Lógos usa Lúcifer.

Hora de iniciarmos o processo de autoconhecimento que nos conduzirá à autorrealização.
E assim formarmos um novo sistema.

A "coragem" de hoje é o fracasso de amanhã.
A "loucura" de hoje é o triunfo do futuro.
É o trabalho que não é "trabalho".
É a Ação que brota do Ser.
É a Palavra que energiza a Ação.

Compreenda-o quem o puder !

(Esta foi minha reação interna ao saber do resultado da aprovação para ampliar a Terceirização)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA: COLETIVA-> INDIVIDUAL->UNIVERSAL

A humanidade se encontra num estágio de semi-consciência. Sua consciência individual está latente na grande maioria dos seres, enquanto em raros espécimes ela atingiu o nível consciente, e em expoentes ela atingiu a sua plenitude universal.

Huberto Rohden demonstra que nosso Ser se plenifica seguindo a seguinte sequência:

Semi-Consciência --> Consciência pessoal--> Pleni-Consciência


Nada mais a dizer...
A Semi-Consciência é consciência coletiva,
A Consciência pessoal é consciência individual,
A Pleni-Consciência é consciência universal.

A primeira é sensória-intelectiva,
A segunda é intelectiva-intuitiva,
A terceira é intuitiva-mística.

Na primeira seguimos o rebanho,
Na segunda seguimos nosso Ser,
Na terceira submetemos nosso Ser ao Todo sabendo que seremos infinitamente felizes com isso.

Se pararmos para pensar bem iremos nos dar conta de que não somos capazes de tomar decisões por conta própria. Nem crianças, nem adultos. Nem homens, nem mulheres. Nem diplomados, nem sem estudo. Nem religiosos, nem ateus. Nem esquerdistas, nem direitistas. Nem ricos, nem pobres...

Nos baseamos num grande banco de dados histórico individual ou coletivo, sendo que o primeiro, "individual", foi formado baseado em experiências coletivas vistas (pelos olhos) ou estudadas (livros) ou contadas (por parentes, amigos, mídia, professores ou redes sociais). Ou seja, pensamos baseados no que foi dito ser certo (ou errado) e/ou no que está na moda.

Clóvis de Barros Filho, professor de Ética na ECA-USP, certa vez, numa de suas aulas (ou palestras?) reportou um caso real, conduzido por um grupo de estudo sócio-psiquiátrico de uma instituição famosa, em que decidiu-se fazer um teste para medir o quanto a decisão coletiva afetava a nossa decisão pessoal. E os resultados foram impressionantes.

Huberto Rohden (1893-1981). Nem Dualista nem
Panteísta, e sim Monista. Apresentou o conceito
de Homem Cósmico, Integral, além do Bem e do Mal.
Além do Espírito e da Matéria. Obra universal,
tangenciando a essência de cada aspecto da vida. 
Cem pessoas de diversas etnias, classes sociais, profissões, orientação sexual, sexos, credos e meios, uma por vez, entraram numa sala com outras cem. Estas eram atores que deveriam responder conforme um gabarito fixo, enquanto aquela única estava realmente sendo avaliada e tinha a liberdade escolher. Detalhe: essa 1 pessoa (sendo testada) não sabia que as outras 99 eram atores. Foi-lhe dito que todas estavam submetidas ao mesmo teste.

Pois bem...na tela apareciam sempre cinco palitos: 4 curtos e iguais em comprimento e 1 longo, sendo a diferença entre o longo e os curtos evidente, de 2:1.

O público - ou melhor, o sujeito sendo avaliado - deveria indicar qual é o palito mais longo. Resposta evidentemente fácil...

Eis que os atores foram instruídos a escolherem, em sua maioria, um dos 4 palitos curtos ao invés do longo, sendo que a quantidade daqueles que deveriam apontar para a resposta certa era inferior a 10.

Depois dessa escolha, visível a todos, havia uma 2a rodada para que pudessem mudar de idéia (se quisessem) baseados no que eles quisessem (sua consciência ou seu meio...).

E o constatado foi o seguinte: os sujeitos testados, um a um, vendo que 90...92..86% apontavam um dos 4 palitos curtos como sendo o mais longo, ficavam confusos e inquietos. Mesmo percebendo que apenas um era maior....muito maior do que os outros. E se reviravam e contorciam e repensavam e questionavam a si e aos outros - num silêncio infernalmente barulhento.Tamanha obviedade e tantas incertezas.

Obviedade ao ouvir seu decisão pessoal, incerteza ao olhar a decisão coletiva.

E desses mil testados, mais de 98% (se não me engano)...de qualquer forma, uma IMENSA MAIORIA, acabou cedendo e optando por um dos palitos mais curtos, seguindo a opinião dominante, seguindo o rebanho. Apenas uma ínfima minoria manteve sua decisão e escolheu acertadamente.

O que esse experimento nos diz?

Ele constata que a humanidade não possui uma mentalidade individual - em sua grande maioria. 

Pensamos coletivamente por medo de nos sentirmos excluídos e desprezados. Podemos até chegar a seguir nossa íntima convicção, e viver de acordo com nossos valores pessoais respeitando o coletivo, mas ainda assim, num dado momento, seguimos a tendência coletiva contra nossa vontade, não questionando ou pouco o fazendo. Ás vezes por medo, outras por desorientação completa. Medo de perdermos reputação social, "amigos", (pseudo-)esposas ou (pseudo-)maridos, um emprego, um cargo,...E desorientação por não confiarmos em nosso Eu-Universal, cedendo às teorias já formuladas, incompletas, relativas e - em muitos casos - engessadas por uma máfia.

Volume fascinante por falar de
temas do interesse de todos.
Explica, fascina, encanta e
convence. São setas apontadas
para o Infinito...
É compreensível - até certo ponto - o instinto de "seguir o rebanho". No entanto, pensar coletivamente até nos momentos mais íntimos e profundos, quando inexiste uma efetiva pressão econômica e social, se torna contraproducente e nos conduz a caminhos que no fundo sentimos que não são nossos. Daí o fato de que grande parte do mal que lhe vem acaba sendo de sua própria autoria. Porque acabamos submetendo projetos pessoais a pensamentos coletivos.

Observe à sua volta e faça um retrospecto histórico. Pergunte a si mesmo o porquê de você ir sempre naquele lugar, fazer isso, estudar aquilo, publicar e pensar de tal forma. Vá a fundo mesmo, sem pensar na "perda de tempo" ou em "não se machucar" (Sem Dor não há Salvação...). Reserve meia hora de um dia sossegado. Se desconecte da internet, celular, telefone,...E SINTA a realidade profunda que começará a aparecer diante de suas perguntas potentes e respostas sinceras. Poucos suportarão. Mas eu garanto que é o início de um processo de transformação ímpar do Ser - talvez o único...

Você se dará conta de que chegará numa rua sem saída. Um ponto final que não fecha o circuito de sua vida, da vida de seu colega, de seus familiares, de seu sistema de valores,...Faltou uma Orientação Universal. Um pensamento Integral, capaz de unir Matéria com Espírito; Bem com Mal; Sistema com Anti-Sistema; Amor com Ódio; Homem com Mulher; Causa com Efeito; O UNO do Infinito com os DIVERSOS dos finitos...

É muito difícil pensar por conta própria. Muito mais difícil é compreender a Realidade que permeia todos acontecimentos e rege toda forma de vida, formando um mosaico gloriosamente belo que não diz nem prova, mas revela e convence.

Um Mosaico que é amável quando sentido, temido enquanto buscado, e odiado quando ignorado.

A Consciência se dilata. Dói a cada expansão. Por isso deve haver um período - longo - de adaptação, seguindo de assimilação e uma posterior prática e exercitação da mesma. Assim, depois de um longo período, começa-se a preparar o próximo impulso - com suas dores mais profundas. Dor que deve ser suportada para se atingir um patamar mais livre e feliz.

Um sofrimento feliz é melhor do que do que um gozo infeliz...

Porque este estagna e ilude e machuca cada vez mais, você e o meio, periodicamente, exigindo doses cada vez maiores de recursos cada vez mais escassos. Enquanto aquele clareia e eleva e purifica e ajuda no longo prazo - exigindo apenas vontade sincera e retribuindo com o infinito da Vida, tornando o Ser menos dependente dos finitos da existência.

É O caminho.

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PS: Acho importante deixar claro que nem o coletivo nem o pessoal são problemas em si. Um sistema de bem-estar coletivo é melhor do que outro que eclipsa as necessidades de grande parcela da população, gerando um bem-estar individual ou de elite - que geralmente não progride ela mesma nem permite aos outros ascenderem. Da mesma forma, quando se massifica um conceito já aceito, uma verdade percebida como a última, - mas muito longe disso - e impõe-se uma forma de pensar coletiva sobre as mentes, o próprio progresso coletivo retarda e o pensamento individual sofre com represálias. Tudo depende do contexto, da finalidade e da sensibilidade.
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